Google street view é um lance muito legal, não sei como não ficar imerso nisso pelo menos uns vinte minutos no mínimo… Daí lembrei desse velho curta-metragem meu, de 99, onde um rapaz desiste de seu primeiro encontro.
Esse ano a Bienal do Livro lançou meu “Memórias…”, com direito a uma mesa de debate interessantíssima com Hugo Moss, Bia Braune, Gustavo ‘Guto’ Gontijo e Dodô Azevedo – “Filmes imperdíveis que você pode ter perdido”, seguindo o mote do livro. Excelentes lembranças de um papo delicioso! Eis as fotos!
Dirigido por Marcelo Caldas, meu roteiro “Sorria, você está morto” ganhou as telas de Santos e concorre ao prêmio máximo no Festival Curta Santos. Confira o making of!
Pegar a ponte-aérea rumo ao desconhecido foi bacana. Primavera dos Livros, eita eventozinho simpático, sô! Chegando ao CCSP me apressei até o estande da editora e eis que vi pela primeira vez meu livro “Memórias de um rato de locadora”.
Depois anunciaram que o autor autografaria os livros – e sortearam uns exemplares. Foi engraçado ver os ganhadores indo até a mesa – um deles prometeu ler o livro, como se fosse um sacrifício. Espero que tenha lido e gostado.
Pena a Primavera dos Livros de Sampa ser bem menos concorrida que a do Rio… No sábado – dia que mais encheu – devia ter umas cem pessoas no máximo, o que não ajudou muito para vender livros. Mas nem por isso deixei de autografar e posar – como um bobão – para a foto!
Agora que o meu “Memórias de um rato de locadora” está devidamente encaminhado na editora, caio, enfim, na versão final da minha novela de suspense “O Homem-Avestruz” sobre um vendedor autorizado de sucos que vai parar numa fazendo no interior do estado e quase perde a vida ao se deparar com uma série de situações bizarras e perigosas envolvendo… avestruzes. Essa nova (e definitiva) versão da novela vai contar com mega-talentoso ilustrador Daniel Pereira dos Santos. Eis uma pequena amostra do trabalho do rapaz.
E um pequeno trecho da novela.
Mais batidas. João abriu a porta e tornou a perguntar: quem está aí? Pela fresta podia ver o corredor escuro perpetuando uma insuspeita tranqüilidade. Silêncio completo. Riscou um fósforo: na claridade oscilante da chama pôde ver quem estava batendo. Quase caiu para trás, incrédulo: o avestruz! Sobressaltado, lançou-se sobre a porta e forçou-a, tentando manter o bicho do lado de fora. Em vão. Com um golpe violento, o avestruz escancarou a porta, jogando João no chão como um boneco de pano.
- Por favor…
A ave invadiu o quarto pulando sobre uma perna só, espalhando sangue por toda parte. João tentou correr, mas seu corpo arrastava-se em câmera lenta.
– Eu não tive culpa! Eu não tive culpa! –repetia desesperado.
Pesquisando para um novo roteiro, esbarrei nesse documentário legal sobre o jogo do bicho. Os entrevistados são excelentes! Nesse roteiro ainda vou abordar um monte de coisas interessantes como macumba, arrombamento ilegal e coxinhas de botequim. Isso vai dar o que falar.
Confirmadíssimo meu novo livro “Memórias de um rato de locadora” será rodado em breve. Conta com um texto de apresentação do jornalista Tom Leão e um prefácio assinado por José Wilker. Não contava com o reforço dessas duas feras, mas isso só faz aumentar minha alegria acerca desta nova empreitada literária. E pensar que terminei esse livro na mesma época em que meu filho nascia – ele agora está com um ano e três meses. Tanta coisa aconteceu! Coisas boas!
Estive em barbacena pesquisando para um filme. Entrevistei pessoas incríveis, visitei e fotografei possíveis locações e comi um feijão mineiro delicioso… Em breve volto para repetir a dose.
Segundo o IMDB o filme sai em 2011. O primeiro, lançado em 82, marcou minha infância – assisti em vídeo pela primeira vez em 86. Já fiz muita coisa seguindo aquelas referências, nunca saem de moda. Agora vazou esse trailer aqui, da nova versão.
Sei não, mas em 2011 vou estar marcando presença no cinema quando o filme chegar.
Estávamos eu e minha mulher em Buenos Aires. Nossa primeira vista. Nos apaixonamos pela cidade, incrível, cheia de nuances interessantes: as roupas, as pixações políticas nos muros dos bancos, as livrarias espalhadas pelas múltiplas e charmosas esquinas… Já está na hora de voltar – agora em dose tripla! Eu, Si e Pedro, claro! Ele vai adorar o zoológico de lá.
Essa é a lojinha do nosso administrador aqui na LGB. "Ex-loja", ele costuma esbravejar.
Ao improvável som de jazz ele despedia-se de todos com a inocência de um menino. Pelo menos assim ele dizia em seu jazigo: nasceu homem, morreu menino. Criado a partir do álbum “Kind of Blue”, do trompetista americano Miles Davis.
A fixação por uma janela onde, eventualmente, uma garota pode aparecer faz da vida de um menino um martírio. Do que estou falando? Criado a partir da canção escrita por Tanya Donelly, ” Judas my heart”.
Só pra constar e celebrar: acabaram de anunciar que a segunda leva de episódios de MANDRAKE (primeira temporada) vai concorrer ao International Emmy. Eu não fazia parte da trupe na época, mas é muito bom ver o trabalho dos amigos reconhecido. Clique aqui para conhecer o hotsite falando dos episódios que vão concorrer.
São eles:
BRASÍLIA, escrito por Tony Bellotto.
JOÃO SANTOS, escrito por Cláudio Torres.
ROSAS NEGRAS, escrito por Felipe Braga.
LÍGIA, escrito por Cláudia Tajes.
ALMA, escrito por José Henrique Fonseca
Texto final do José Henrique Fonseca.
Filmando episódio JOÃO SANTOS.
Nossos concorrentes também são muito bons, basta conferir os trailers no You Tube.
(DRAMA SERIES)
Home Affairs
Penguin Films
South Africa
The Killing
DR/Danish Broadcasting Corporation in association with ZDFE / NRK / SVT
Denmark
Life on Mars
Kudos Film & Television Ltd
United Kingdom
Mandrake
HBO Ole Originals & Conspiraçâo Filmes
Brazil
Passei meu primeiro dia dos pais ao lado… claro, do meu filho! Alegria do início ao fim, fechamos o dia dando muitas risadas num daqueles tapetinhos cheios de penduricalhos que os bebês adoram. É muito bom ser pai, se soubesse (e pudesse) teria tido meu filho antes…
A tinta do contrato ainda está secando aqui, acabei de imprimir e assinar. Sim, mais um livro sendo lançado em 2008 (esse ano tá pegando fogo). Trata-se de “Kind of Blue”, escrito para fazer parte da coleção de livros MOJO BOOKS. Conhece? Trata-se de uma editora das mais interessantes. Eles publicam histórias baseadas em discos de bandas como Nirvana, Ramones, Beatles, Bowie, etc. Já lançaram (até o presente momento pelo menos) 70 livros. Eu escolhi o clássico dos clássicos do jazz “Kind of Blue”, do Miles Davis, pra contar a história de um jovem escritor que dá o último adeus ao seu mestre literário.
Ainda não fechei as editoras dos outros dois livros, mas esse terceiro já está devidamente bem representado pela Mojo. Ainda bem. Quando o livro for lançado, deixo o recado aqui.
Quando o conheci ele era um fotógrafo americano, Peter Mandrake. Falo de “Exposure” ou de “A Grande Arte”, dependendo de onde você está. Interpretado por Peter Coyote, o personagem de Rubem Fonseca travestiu-se de gringo para a estréia cinematográfica de Walter Salles. Eu morava no Texas quando assisti pela HBO ao filme – daí o “Exposure”, título dado ao filme nos EUA. De volta ao Brasil devorei o original literário de Fonseca e… bem, tornei-me fã do trabalho do escritor.
O Mandrake de Fonseca, porém, não tem nada de fotógrafo, muito menos de gringo. Trata-se de um advogado carioca de lábia irresistível que divide um escritório no Centro da cidade com seu sócio, o experiente advogado Wexler. Além de destrinchar casos intrigantes como o que envolveu o escroto Cavalcanti Méier (adoro esse nome), Mandrake rende-se aos descaminhos deliciosos das mulheres…
Quase quinze anos depois nossos caminhos voltam a se encontrar. Não pelas páginas escritas por Fonseca, mas pela minisérie de José Henrique Fonseca para HBO. Sim, estamos juntos nessa que parece ser a nova temporada de MANDRAKE. Nada fechado, apenas riscando idéias, mas definitivamente empolgados com as possibilidades.
Pra isso torno a mergulhar no universo de Rubem Fonseca – coincidência ou não já estava relendo “O Cobrador” por puro deleite literário. Se bem que eu não acredito em coincidências.
Como encontrar cenas em um roteiro elíptico? Que tal dando um tiro no pé? A voz da experiência do Zé salvou a pátria: “coloca na parede”. Dois dias de intenso rewriting e eis mais um tratamento do longa para que a batalha comece. Essa versão me anima muito, um filmão!
Muitas novidades. Projeto do longa do Zé continua com todo gás, uma nova editora se interessou pelo Fernando Fictício, a Martins Fontes – essa semana terei uma boa resposta. E nasce a Woden, pra sacudir o meio publicitário – trata-se da nova parceira da LGB Comunicação, muito bom! Novos clientes, novos desafios.
Madrugadas depois, não é que colocamos um site novinho em folha no ar? Simples, direto e ao mesmo tempo cheio de animações, filmes e informações por todo lado – informações bacanas, diga-se de passagem. Estou muito feliz com o resultado.
Grata surpresa: depois de escrever uma história em quadrinhos para o programa “Decora Brasil” (com o objetivo de sermos escolhidos para participar do programa, claro), eis que, realmente, aconteceu! Simpática toda vida, Cristina Brasil invadiu o apê com suas câmeras e bom-humor, e decorou uma nova sala para a família Bayão. Valeu Cris!
Trata-se de um verdadeiro gol de placa – e de cabeça. Em abril começa a minha parceria com um dos diretores que mais admiro, José Henrique Fonseca, (“O Homem do Ano”, na minha opinião o “Goodfellas” brasileiro). Ainda é cedo pra falar do projeto, pois ainda estamos iniciando uma conversa, mas pelo que eu já vi vem coisa boa aí.
Agora a batalha é por dois filhos literários. O romance “Fernando Fictício”, que agora conta com os olhos atentos de Miúcha (A Girafa) e Mônica (Via Lettera), e “Memórias de um rato de locadora”, enviado recentemente à simpática editora carioca PTK Livros, indicada pelo meu velho amigo pop star Zepe. Gostaria muito que o livro (“Memórias…”) fosse lançado por uma editora como a PTK. É o meu segundo livro sobre cinema. O primeiro, “Escrevendo Curtas”, também foi lançado por uma editora pequena e vendeu muito, hoje sendo cuidado pela Nitpress, do Erthal.
Por enquanto o momento é de suspense - estilo Hitchcock, no less.